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title: "O impacto emocional do layoff: sentimentos e efeitos nas empresas - Talent Academy"
description: "O impacto emocional do layoff nos colaboradores remanescentes: o que podem estar sentindo neste momento e quais as consequências?"
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# [O impacto emocional do layoff: sentimentos e efeitos nas empresas - Talent Academy](https://hubspot.talentacademy.com.br/blog/impacto-emocional-do-layoff)

 Escrito por [talent](https://hubspot.talentacademy.com.br/blog/author/talent) | Jul 31, 2023, 11:23:07 PM

# O impacto emocional do layoff: sentimentos e efeitos nas empresas

A princípio, quando o assunto é demissões em massa, os olhares frequentemente se voltam para aqueles(as) que perderam seus empregos. No entanto, também é essencial reconhecer o impacto emocional do chamado *layoff* sobre os colaboradores remanescentes.

Assim, neste blog post, vamos explorar brevemente a realidade dos *layoffs* com foco nas pessoas que permanecem nas empresas, o que elas podem estar sentindo neste momento e possíveis consequências deste tipo de situação.

**Conscientizar-se é o primeiro passo**. Vamos lá?

## Após o corte: os desafios emocionais de colaboradores remanescentes

É fato: *layoffs* evidentemente causam impacto significativo nas [pessoas que são desligadas](https://34.95.182.177/reduzir-danos-layoff/) de uma empresa. Porém, um ponto não muito falado mas também importante é reconhecer a existência do impacto emocional que os profissionais remanescentes enfrentam nessa situação.

Sim, o impacto negativo em seu bem-estar e saúde mental e emocional.

Este costuma ser um período de muita tensão, no qual é comum que os profissionais retidos questionem seu próprio futuro dentro da empresa. Afinal, o sentimento de **alívio inicial** por manter o emprego muitas vezes é acompanhado por sentimentos negativos como:

- Incerteza;
- Medo;
- Estresse;
- Ansiedade;
- Raiva;
- Culpa.

### Culpa de sobrevivente: por que eu fiquei e eles não?

Uma matéria da [CBS](https://www.cbsnews.com/news/layoff-survivor-guilt-tech-layoffs/) fala justamente o “***lay-off survivor guilt***“, referido por alguns psicólogos organizacionais. O termo diz respeito ao sentimento de culpa comum entre sobreviventes de *layoffs* por terem mantido seus empregos enquanto tantos outros colegas foram dispensados.

Referências como a [HBR](https://hbr.org/2020/05/how-to-support-your-remaining-employees-after-a-layoff) também abordam o tema do impacto emocional do layoff, apontando que a “**culpa do sobrevivente**” normalmente está associada às emoções que as pessoas enfrentam após um evento traumático ou acidente que ceifa a vida de outros.

Mas o nome do fenômeno também pode ser aplicado após demissões corporativas. Nesse tipo de situação, os colaboradores remanescentes podem se questionar, por exemplo:

- *“Por que eu fiquei e eles não?”*
- *“Como vou encarar meus colegas/amigos que foram demitidos, sabendo que estão em uma situação financeira instável, enquanto eu ainda estou empregado(a)?”*

Manter contato com os colegas demitidos e oferecer apoio mútuo pode ajudar a aliviar a culpa dos sobreviventes de *layoffs*. Mas evidentemente, só isso não basta. A empresa e seus líderes têm um **[papel primordial](https://34.95.182.177/lidando-com-time-atual-apos-lay-off/#O_papel_de_gestores_e_lideres_depois_do_lay-off)** a cumprir nisso.

A princípio, as organizações devem buscar se preparar adequadamente para as demissões, comunicando os motivos e fornecendo informações sobre o futuro da empresa, com transparência.

### Potencializadores de sentimentos negativos pós-layoff e seus efeitos

A “culpa de sobrevivente” pode ser exacerbada pela percepção de que a empresa não reconheceu ou recompensou colegas competentes e confiáveis, optando por demiti-los em vez disso.

Fatores como a falta de transparência por parte dos empregadores sobre os critérios de demissão, por exemplo, também pode aumentar a insegurança dos colaboradores.

O aumento da carga de trabalho também é uma consequência comum após um *lay-off*, sendo mais uma grande razão para desmotivar os profissionais remanescentes, e podendo levar a um quadro de esgotamento (*burnout*).

Sentimentos e situações como as citadas muito provavelmente irão afetar negativamente o engajamento e a confiança na empresa por parte dos colaboradores, gerando **prejuízos para os profissionais e para os negócios**.

## Quais os riscos de um layoff mal manejado?

Está aqui o impacto emocional do *layoff* e suas potenciais consequências negativas em números, segundo um estudo da [Leadership IQ](https://www.leadershipiq.com/blogs/leadershipiq/29062401-dont-expect-layoff-survivors-to-be-grateful), que entrevistou mais de 4.000 sobreviventes de demissões em massa:

- **Queda na própria produtividade**: 74%dos colaboradores retidos após um *lay-off* relatam que tiveram sua própria produtividade reduzida;
- **Redução na produtividade de colegas**: 64% apontam que a produtividade de seus colegas remanescentes também diminuiu;
- **Piora na qualidade de produtos/serviços**: 69% relatam que a qualidade do produto/serviço da empresa piorou desde o *layoff*;
- **Queda na probabilidade de recomendação**: 87% afirmam ser menos provável que recomendem a empresa como uma ótima organização para se trabalhar após o *layoff*;
- **Declínio no suporte aos clientes**: 81% apontam que o atendimento/suporte aos clientes piorou desde o *layoff*;
- **Aumento de erros e falhas**: 77% relatam que observam mais erros e falhas sendo cometidos após o *layoff*;
- **Baixas perspectivas futuras**: 61% dizem acreditar que as perspectivas futuras de sua empresa são piores desde o *layoff*.

Dado tudo isso, também há a questão do *[**turnover**](https://34.95.182.177/turnover-saiba-como-reduzir-a-rotatividade-de-funcionarios-na-sua-empresa/)*. Segundo a [Intoo](https://www.intoo.com/us/blog/how-to-prevent-employee-turnover-after-layoffs), apesar de por vezes necessária, a rotatividade (voluntária ou involuntária) pode resultar na perda de, por exemplo, conhecimento e experiência valiosos para a empresa.

No entanto, o *turnover* involuntário (como um *layoff*) pode ter efeitos mais amplos sobre a força de trabalho devido ao estresse imposto aos funcionários ao testemunharem a demissão de seus colegas.

### Contágio de rotatividade: o turnover contagioso

Depois de um *lay-off*, a incerteza, a desmotivação, o aumento da carga de trabalho (entre tantas outras situações e sentimentos frequentes a se atentar após *layoffs*) podem levar a um aumento na saída voluntária de colaboradores.

Isto é, no *turnover*/rotatividade voluntária, onde as próprias pessoas se demitem. Esse é um fenômeno chamado de “***turnover contagion***“, podendo ser traduzido como contágio de rotatividade ou *turnover* contagioso. É como um efeito dominó.

Assim, as demissões em massa podem resultar na perda de mais colaboradores do que o planejado originalmente, multiplicando o impacto negativo sobre os remanescentes. E, consequentemente, sobre a empresa!

Os até então funcionários podem enxergar o *lay-off*, por exemplo, como um sinal de que o desempenho da empresa pode ser uma preocupação a longo prazo. Podem se preocupar com a possibilidade de haver mais ondas de demissões e querer encontrar segurança em um novo cargo em uma empresa diferente. Além disso, a era do trabalho remoto pode dificultar ainda mais saber por que motivos seus colegas foram demitidos.

Quando a motivação e engajamento estão baixos e os funcionários têm pouca energia, paciência e otimismo, o envolvimento e a lealdade provavelmente **irão despencar, e um colaborador após o outro pode sair**. É assim que acontece o contágio da rotatividade. Por isso, é preciso de cuidado!

Felizmente, é possível prevenir reverberações negativas de um *lay-off*, como o *turnover* dos funcionários remanescentes. Quer entender como? Leia o artigo completo: **[Lidando com o lay-off: como manejar o impacto no atual time](https://34.95.182.177/lidando-com-time-atual-apos-lay-off/)**!

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