---
title: "Como e porque promover equidade racial no ambiente de trabalho: conheça o modelo PRESS - Talent Academy"
description: "Nunca foi tão urgente falar sobre equidade racial: basta lembrar a recente entrevista da cofundadora de uma startup unicórnio explicitou falta de disrupção e de preparo ao falar de inclusão e diversidade racial. "
---

[blog](https://hubspot.talentacademy.com.br/blog)

# [Como e porque promover equidade racial no ambiente de trabalho: conheça o modelo PRESS - Talent Academy](https://hubspot.talentacademy.com.br/blog/como-e-porque-promover-equidade-racial-no-ambiente-de-trabalho-conheca-o-modelo-press)

 Escrito por [talent](https://hubspot.talentacademy.com.br/blog/author/talent) | Nov 18, 2022, 9:00:00 AM

# Como e por que promover equidade racial no ambiente de trabalho: conheça o modelo PRESS

> As organizações são entidades relativamente pequenas e autônomas que proporcionam a seus líderes ***alto nível de controle sobre normas e regras culturais***, o qual, por sua vez, as torna ideais para ***desenvolver políticas e iniciativas favoráveis à equidade racial***.
> 
> Robert Livingston

…E assim começa o excelente artigo **“Como promover a equidade racial no ambiente de trabalho”** de **[Robert Livingston](https://www.hks.harvard.edu/faculty/robert-livingston), Ph.D.** e **professor na Harvard Kennedy School**. Publicado na **Harvard Business Review**, ele apresenta um **plano de ação prático para promover progressos sustentáveis e profundos** rumo ao cumprimento desse objetivo.

A equidade racial no ambiente laboral é um dos caminhos para a construção de uma [jornada de sucesso para os colaboradores](https://34.95.182.177/jornada-do-colaborador-construindo-uma-cultura-de-sucesso/). Por isso, adiante, você pode conferir o método PRESS para a o desenvolvimento de ambientes diversos e inclusivos.

Bom, mas antes…

## Vamos voltar um pouco no tempo?

\*Caso queira pular para a prática, role a página até o bloco **“Afinal, como eu posso ajudar?”**

 Robert Livingston

Em seu texto, o professor de Harvard citou em dado momento o CEO da **16ª maior empresa dos Estados Unidos**:

“Alguns norte-americanos acreditam que quando a escravidão acabou, na década de 1860, os afro-americanos passaram a ter as mesmas oportunidades que os outros. Isso não é verdade. **O racismo sistêmico institucional ainda é bastante vivo atualmente; nunca deixou de ser**“.

A situação no Brasil não é melhor que isso: você sabia que nosso país, vergonhosamente, foi **o último de todo o Ocidente a abolir a escravidão**, em 1888? **Em ambos os casos** – aqui e nos EUA –**, aboliu-se a prática, mas persistiu o racismo**.

Como escreveu o repórter [Ricardo Westin](https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2020/06/negro-continuara-sendo-oprimido-enquanto-o-brasil-nao-se-assumir-racista-dizem-especialistas) em relação ao Brasil,

> As pessoas de pele negra puderam deixar a servidão, mas ***não receberam os instrumentos necessários para tocarem a vida por conta própria com dignidade***. Eles não ganharam terra nem escola, tampouco prosperaram os planos de indenizá-los pelos anos de cativeiro. ***Restringiram-lhes até mesmo o trabalho***. Para as plantações de café e as primeiras indústrias, o governo preferiu incentivar a imigração de trabalhadores da Europa e da Ásia.
> 
> em matéria para agência senado

Trazemos isso pois, antes de entrarmos em *como* promover a equidade racial no ambiente de trabalho – que você descobrirá daqui a pouquinho neste mesmo post, através do **modelo PRESS** –, consideramos importante contextualizar brevemente a **realidade histórica** **de onde vivemos**, ressaltando o porquê promover – caso você ainda não saiba.

## O que permanece hoje?

 O racismo no trabalho ontem e hoje (Biblioteca Nacional Digital/Reprodução)

Mesmo após 132 anos da abolição da escravidão – e **mesmo a população negra sendo maioria em número no Brasil** –, as oportunidades no mercado de trabalho para pessoas negras continuam desiguais devido à discriminação racial histórica.

[Mércia Silva](https://www.oei.es/historico/divulgacioncientifica/reportajes_114.htm), socióloga e consultora do Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdades ([CEERT](https://ceert.org.br/)), aponta que:

> O acesso ao emprego é ***dificultado***, e aqueles que conseguem uma vaga geralmente ***trabalham mais* e *recebem menos***, atuando em postos ***informais***, com ***menor proteção social***, ***pouca qualificação requisitada*** e muitas vezes ***desvalorizados pela sociedade***.

Não é difícil encontrar mais dados e informações úteis que relacionem população negra, racismo e mercado de trabalho no Brasil por aí. Caso queira se inteirar melhor e manter-se atualizado(a), você pode dar uma olhada em matérias recentes, inclusive em grandes veículos, facilmente encontradas em mecanismos de busca, como por exemplo:

- [Mercado de trabalho: negros são **minoria em cargos de médio e alto escalão**](https://veja.abril.com.br/economia/mercado-de-trabalho-negros-sao-minoria-em-cargos-de-medio-e-alto-escalao/)
- [Brancos continuam recebendo **50% a mais do que negros** no Brasil](https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2020/07/20/abismo-economico-entre-brancos-e-negros-persiste.htm)
- [Negros ocupam **cargos com menor remuneração** no mercado de trabalho](https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/trabalho-e-formacao/2019/11/17/interna-trabalhoeformacao-2019,807077/negros-ocupam-cargos-com-menor-remuneracao-no-mercado-de-trabalho.shtml)
- [Pesquisas mostram **abismo** no mercado de trabalho para profissionais negros](https://exame.com/carreira/pesquisas-mostram-abismo-no-mercado-de-trabalho-para-profissionais-negros/)
- [Negros são **maioria no mercado de trabalho**, mas com remuneração menor](https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2018/11/20/negros-sao-maioria-no-mercado-de-trabalho-mas-com-remuneracao-menor/)
- [**35% dos negros com ensino superior trabalham em cargos que dispensam diploma**](https://www.poder360.com.br/brasil/351-de-negros-com-ensino-superior-trabalham-em-cargos-de-nivel-medio-ou-fundamental/)
- [**Menos da metade das mulheres negras brasileiras exerce trabalho remunerado**](https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/10/maioria-das-mulheres-negras-nao-exerce-trabalho-remunerado-aponta-estudo.shtml)

As próprias manchetes já contam uma história de graves injustiças, né? **O recorte de gênero e o contexto da pandemia também pioram exponencialmente a situação que a população negra vive na pele, cotidianamente**.

?Agora, volte lá em cima e **releia a primeira citação desse post**, de **Robert Livingston**, e depois **retorne aqui**para *descobrir como você pode contribuir para transformar esse cenário*. Reler essa citação pode **te inspirar** – mais ainda se você for **líder/gestor(a)**!

## Afinal, como posso ajudar?

Em [matéria da Agência Senado](https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2020/06/negro-continuara-sendo-oprimido-enquanto-o-brasil-nao-se-assumir-racista-dizem-especialistas), “estudiosos da desigualdade racial afirmam que, para que a luta contra a discriminação da população negra produza resultados consistentes, há um passo decisivo que nós, brasileiros, ainda não demos: **assumir que somos, sim, racistas – seja como indivíduos, seja como sociedade**.”

 Silvio Almeida (Blog da Boitempo)

De acordo com o jurista e filósofo [**Silvio Luiz de Almeida**](https://www.linkedin.com/in/silvio-luiz-de-almeida-40974b16a/?originalSubdomain=br), presidente do Instituto Luiz Gama, professor das Universidades Mackenzie e FGV e professor convidado da Duke University (EUA), **quando se admite a existência do racismo, cria-se a obrigação moral de agir contra ele**:

> **A negação é essencial para a continuidade do racismo**. Ele só consegue funcionar e se reproduzir sem embaraço quando é negado, naturalizado, incorporado ao nosso cotidiano como algo normal. Não sendo o racismo reconhecido, é como se o problema não existisse e nenhuma mudança fosse necessária.***A tomada de consciência, portanto, é um ponto de partida fundamental***.

O que Silvio apontou tem *tudo* a ver com o plano de ação prático organizado por **Robert Livingston** – pega esse gancho! – e explicado em seu artigo na **Harvard Business Review** que citamos no início do post. Tem relação direta principalmente, na verdade, com o primeiro passo desse plano, que é justamente **se conscientizar** – esperamos que os blocos anteriores tenham contribuído para isso!

? “**Intervenções eficazes têm muitas etapas**“, conta o professor de Harvard, que as incorporou no modelo **PRESS** (**Problem awareness, Root-Cause, Empathy, Strategies, Sacrifice**). Aqui seguem os **principais *highlights*** das *cinco fases pelas quais as organizações devem consecutivamente passar para promover equidade racial:*

#### 1) Conscientização do problema

- É preciso saber que o racismo **pode ser** (e muitas vezes é) **inconsciente ou não intencional**

- Ele *também* acontece em organizações com políticas que aparentam ser “neutras do ponto de vista racial” e *até* nas que fazem declarações em favor da diversidade

- Para combater de maneira eficiente o racismo em sua organização, é importante, antes de tudo, **chegar ao consenso de que há um problema** (sim, muito provavelmente ele existe) e, sendo o caso, **qual é esse problema e de onde ele vem**

- Isso implica **olhar para si, para os processos internos, assumir erros e superar crenças limitantes e vieses inconscientes**

- É preciso fazer com que todos os colaboradores estejam **em sintonia com a realidade do racismo e com as causas do problema**, que persiste nas empresas

#### 2) Análise da origem das causas

- Em grande parte, o racismo é resultado de **fatores estruturais** (leis estabelecidas, práticas institucionais e normas culturais)

- Porém, gestores(as) frequentemente atribuem erroneamente a discriminação racial no ambiente de trabalho à *indivíduos*, em vez de dar atenção ao que pode ser uma **cultura organizacional tóxica**, por exemplo; isso torna suas ações ditas “contra o racismo” pontuais e isoladas, sendo inefetivas para uma transformação cultural e de longo prazo

- Apelar para **circunstâncias que fogem do controle** é outra maneira de isentar atitudes culturais ou institucionais profundamente enraizadas e responsáveis por disparidades raciais

- Nota-se que quase toda organização com falta de diversidade costuma estar **presa a processos de recrutamento inadequados**

- O racismo tem menos a ver com o que você sente ou pensa e mais com o modo **como suas ações ou inações aumentam ou encorajam as dinâmicas sistêmicas já em prática que permeiam o sistema**; logo, é preciso fazer **análises aprofundadas das práticas de rotina que fomentam os resultados que os(as) líderes desejam mudar**

#### 3) Empatia – ou nível de preocupação com o problema e com as pessoas atingidas

- Existem ao menos quatro formas de responder ao racismo: ser conivente e agravar os danos; ignorá-lo e cuidar da própria vida; sentir compaixão e assar um bolo para a(s) vítima(s) e **indignar-se empaticamente e tomar medidas que promovam a justiça**

- A empatia é **fundamental para promover a equidade racial**, já que, diferente da compaixão, ela tem mais chance de **desencadear uma ação** quando o problema se manifesta, tendo a ver com **se colocar no lugar da pessoa que sente dor e raiva** por conta do racismo, esta buscando solidariedade e justiça social

- Com a empatia é mais fácil perceber se as pessoas ou organizações estão pondo em execução **medidas concretas** neste sentido

- Os **valores individuais** dos colaboradores e os **valores da organização** são fatores que **definem as atitudes** a serem tomadas

- Uma forma de aumentar e estimular a consciência e a empatia em relação ao racismo pode ser através de **sessões de conversas psicologicamente seguras** com relatos de colegas atingidos sobre o impacto negativo provocado pelo racismo em suas vidas (*claro, somente colaboradores que desejem compartilhar suas experiências – se houver –, já que muitas vezes falar sobre o tema pede por muito labor emocional e pode ser bem desgastante*; *o importante é dar espaço, abertura e segurança, jamais cobrar pois não é dever deles educar*), complementadas com **aprendizagens que ofereçam evidências históricas e científicas da permanência do racismo**; outra ideia são visitas programadas à museus e memoriais que conversem com o tema, sempre buscando **transformar conceitos, abrir os olhos e promover mudanças de conduta**

#### 4) Estratégias para combater o problema

- Assim como não há escassez de estratégias eficazes para aumentar a produtividade ou promover sustentabilidade ambiental, existem estratégias suficientes para reduzir o preconceito racial em nível **individual, cultural e institucional**

- A maior parte das estratégias práticas para que mudanças sejam operadas tem três categorias distintas, porém interligadas: **atitudes pessoais, regras culturais informais e políticas institucionais formais**

- Instituir uma **cultura organizacional antirracista**, atrelada a valores intrínsecos e formatada pelo comportamento do(a) CEO e de outros líderes é **capaz de influenciar tanto as atitudes individuais quanto as políticas corporativas**

- A parte mais difícil é **convencer as pessoas a adotá-las** de fato, afinal, até mesmo as melhores estratégias são inúteis quando não executadas

- Nota-se que o verdadeiro obstáculo à diversidade não é descobrir “o que podemos fazer?”, mas **“estamos dispostos a fazer?”**

#### 5) “Sacrifício” – ou disposição para investir tempo, energia e recursos para a execução das estratégias

- Muitas organizações que almejam a diversidade, equidade e inclusão podem não estar dispostas a dedicar tempo, energia, recursos e investimentos a esse propósito; com frequência, ações são inibidas pela suposição de que para alcançar determinado objetivo é preciso sacrificar outro, mas **a equidade racial pode “custar” muito menos do que se imagina**, e não é difícil conciliar objetivos aparentemente conflitantes ou investimentos concorrentes, uma vez identificadas as suposições que estão implícitas

 Do lado esquerdo, está representada a igualdade; do direito, a equidade (HBR)

- Muitos presumem que ser justo significa tratar a todos com igualdade ou exatamente da mesma maneira, mas na verdade, ser justo é tratar as pessoas de modo igualitário, o que pode implicar dar **tratamento diferente a cada uma, mas condizente**: é aí que vive a diferença entre igualdade e equidade

- A segunda falsa suposição generalizada é que aumentar a diversidade sacrificaria os padrões de qualidade, esta devidamente invalidada por um estudo do psicólogo organizacional **Sheldon Zedeck** & colegas que mostrou, entre outras importantes evidências, que mesmo os melhores testes de triagem ou de aptidão preveem apenas 25% dos resultados pretendidos; a grande lição a extrair é que o **“sacrifício” talvez signifique, na verdade, ceder muito pouco**

- Gestores(as) precisam deixar de lado a noção de que se deve buscar o “melhor candidato” e, em vez disso, devem **contratar pessoas qualificadas, promissoras e, então, investir tempo, esforço e recursos para ajudá-las a usar ao máximo seu potencial**

- Portanto, os(as) líderes devem promover conversas abertas e sinceras sobre o empenho de suas organizações no cumprimento das cinco fases do modelo **PRESS** e usar seu poder para fazer **pressão rumo a progressos legítimos e permanentes**

? Esses são alguns dos **importantíssimos *insights*** que acreditamos serem de **utilidade pública**. Fique à vontade para *compartilhar esse post* e ajudar a **disseminar mais conhecimento** sobre como promover equidade racial dentro das organizações, algo não só necessário mas simplesmente *urgente*. **Que tal buscar colocar em prática as etapas que abordamos?** Caso deseje saber mais, leia o artigo completo de Robert Livingston na HBR **[aqui](https://hbrbr.com.br/como-promover-a-equidade-racial-no-ambiente-de-trabalho/)**.

[Visualizar publicação completa](https://hubspot.talentacademy.com.br/blog/como-e-porque-promover-equidade-racial-no-ambiente-de-trabalho-conheca-o-modelo-press)

```json
{
  "@context" : "http://schema.org",
  "@type" : "BlogPosting",
  "author" : {
    "@type" : "Person",
    "name" : "talent"
  },
  "dateModified" : "2026-10-27T20:06:33.872Z",
  "datePublished" : "2022-11-18T09:00:00Z",
  "headline" : "Como e porque promover equidade racial no ambiente de trabalho: conheça o modelo PRESS",
  "image" : {
    "@type" : "ImageObject",
    "height" : 300,
    "url" : "https://45403932.fs1.hubspotusercontent-na1.net/hubfs/45403932/Imported_Blog_Media/Como-e-porque-promover-equidade-racial-no-ambiente-de-trabalho-conheca-o-modelo-PRESS.png",
    "width" : 900
  },
  "mainEntityOfPage" : "https://hubspot.talentacademy.com.br/blog/como-e-porque-promover-equidade-racial-no-ambiente-de-trabalho-conheca-o-modelo-press",
  "publisher" : {
    "@type" : "Organization",
    "logo" : {
      "@type" : "ImageObject",
      "height" : 60,
      "url" : "/hs/hsstatic/content_shared_assets/static-1.4092/img/default-amp-logo.png",
      "width" : 60
    },
    "name" : "blog"
  }
}
```